Tipos de criptografia: conheça e proteja seus negócios!

Quando o assunto é administração e disponibilização de dados sensíveis na internet, é de praxe que as empresas tenham sistemas e chaves de segurança que protegem as informações internas e também de clientes.

No entanto, com o advento da tecnologia em todos os setores, a grande maioria das camadas de sites da internet, redes sociais e canais de comunicação ficaram mais suscetíveis a sofrer significativos ataques cibernéticos.

Para que fique mais fácil de visualizar a dimensão, podemos citar dados obtidos pelo fraudômetro da Serasa Experian, os quais demonstram que o número de tentativas de fraude de identidade tende a atingir mais de 9 milhões até o início de 2024. Assim, fica simples de entender a importância de usar a criptografia em todas as camadas do seu e-commerce, não é mesmo?

Por isso, traremos neste post todos os modelos de chave criptográfica disponíveis para utilização, sua importância, a diferença entre elas e os códigos e, de quebra, a melhor chave para garantir uma segurança de dados inquebrável. Continue a leitura e descubra tudo!

Quais são os diferentes tipos de criptografia

Você sabia que a Lei Geral de Proteção de Dados é taxativa e severa quando o assunto é segurança de dados sensíveis de clientes e estabelece penas de multa consideravelmente elevadas para organizações que não adotam essa política?

Nesse sentido, sabia também que de cada seis lojas de e-commerce, uma está desprotegida? Esses dados representam 16,4% dos e-commerces ativos, o que indica que os riscos de que essas empresas sofram processos, apareçam em notícias negativas e percam clientes e a credibilidade é aumentada consideravelmente.

Analisando essa situação, entendemos a importância de contar com os vários tipos de criptografia de informações de pequenas, médias e grandes empresas, pois são utilizadas tanto na comunicação virtual quanto em pagamentos online e na autenticação de documentos digitais.

1. Criptografia simétrica

O primeiro tipo de chave criptográfica é a privada ou simétrica. Mas o que isso significa? A simetria quer dizer que apenas o emissor e o receptor das mensagens conseguem codificar e decodificar os dados.

Em outras palavras, ela usa a mesma chave para codificar e decodificar rapidamente as informações enviadas e recebidas e é compartilhada somente com pessoas autorizadas, sendo o modelo mais conhecido e de maior facilidade de implementação.

No entanto, ela pode ser facilmente descoberta e comprometida por softwares maliciosos como os spywares e trazer uma violação de privacidade desconfortável, constrangedora, comprometedora e, em certas situações, onerosa.

2. Criptografia assimétrica

Também conhecida como chave pública, esse tipo de criptografia se diferencia da anterior por possuir duas chaves, trabalhando tanto no modo público quanto no privado e se mostrando mais avançada.

Na primeira situação, o usuário tem que criá-la e encaminhá-la ao receptor para que, só assim, ele tenha acesso ao conteúdo. Na segunda, a chave contém dados para a descriptografia e, por esse motivo, é completamente secreta e deve se manter em sigilo.

Apesar de demandar mais tempo no processo, a chave assimétrica garante mais cuidado por trazer segurança extra no compartilhamento de dados. Normalmente, é mais utilizada para autenticar identidades eletrônicas em serviços online, como comércio eletrônico e internet banking.

3. Criptografia de hash

O último formato de chave criptográfica é a intitulada como hash e desenvolve uma sequência unitária de caracteres a partir de um compilado de dados. É usada em diversas aplicações rotineiras, como assinaturas digitais, verificação de integridade de documentos e autenticação de arquivos.

Nas assinaturas eletrônicas, por exemplo, ela se aplica ao documento originário para gerar uma estrutura linguística de mensagem exclusiva, que é criptografada e enviada ao remetente junto com outras informações, como o certificado digital e o documento assinado.

Assim que receber, o destinatário deve verificar a integridade e a autenticidade dos documentos, aplicando a mesma função do hash originário e fazendo uma comparação com a chave recebida. Se forem compatíveis, os contratantes podem ter a certeza de que a assinatura é autêntica.

Diferença entre tipos de criptografia e tipos de código de criptografia

Basicamente, a diferença entre os dois é que a mensagem cifrada em si garante a segurança de dados, enquanto os códigos de criptografia são os meios que proporcionam essa segurança. Eles podem ser implementados de acordo com o objetivo, as informações a serem protegidas e a forma de aplicação.

Os códigos tem como objetivo dificultar ou impossibilitar que os dados sigilosos sejam decifrados por terceiros não envolvidos, prevenindo fraudes cibernéticas, vazamento de informações, falsidade ideológica e muitos outros problemas.

Além disso, podem ser baseados em codificação binária, substituição de letra, permutação de caracteres, cifras de hill, ASCII e outras. Dentre os principais códigos, os mais conhecidos são:

Código criptográfico IDEA

Denominado como Internacional Encryption Algorithm ou Algoritmo de Criptografia Internacional, o IDEA se enquadra na criptografia simétrica, em que é criada uma chave unitária que criptografa e descriptografa dados.

Além de contar com blocos de chave de 128 bits, ela ganha destaque por ter três grupos algébricos que realizam misturas nas operações. Essa estratégia de confusão e difusão de textos na hora de cifrá-los é fundamental para que as informações sensíveis de senhas e dados bancários, por exemplo, sejam impedidas de se realinharem para leitura convencional.

Código SAFER

O código Secure And Fast Encryption Routine, ou Rotina de Criptografia Segura e Rápida em português, possuía inicialmente blocos de 64 bits.

Ao longo do tempo, foram descobertas inúmeros fatores de vulnerabilidade que defasavam sua eficiência, levando ao surgimento do SK-40 e SK-120 bits, versões mais complexas que impedem que os dados sejam codificados e decodificados no padrão original. Geralmente, é usado para conteúdos e e-mail de complexidade mediana.

Código criptográfico SSL

A criptografia Secure Socket Layer ou Camada de Soquete Seguro é um dos códigos de criptografia mais utilizados para sites, e-business e lojas virtuais, dado seu fortíssimo nível de proteção.

Ele se caracteriza por funcionar por criptografia assimétrica, em que existe uma chave pública e outra privada, como explicamos anteriormente. Assim, a troca de informações pessoais ou “exclusivas” entre os domínios e os servidores dos usuários podem ser seguras.

O certificado SSL da Serasa Experian, por exemplo, vai garantir que as informações importantes dos usuários que navegarão no seu website não sejam interceptadas, capturadas ou visualizadas durante transferência de dados, com opções de validação de domínio, organizacional e estendida.

A DV, também conhecida como validação de domínio ou certificado curinga, é direcionada para blogs, sites de organizações e institucionais que não captam dados dos clientes. Ela tem a função de gerenciar e hospedar inúmeras páginas e websites sob um domínio em comum.

Já a OV, também conhecida como SAN ou validação organizacional, é indicada para lojas virtuais de empresas de pequeno ou médio porte que captam dados sensíveis. Ela protege até 100 nomes de domínios, subdomínios e endereços públicos de IP diferentes.

Para as para lojas digitais de empresas de grande porte, que captam dados sensíveis e querem ter o máximo de segurança em seu site, a validação estendida é indispensável por ser a mais completa do mercado.

Sua função é fornecer informações da empresa, seu diferencial e razão social evidenciadas pela barra de navegação verde, garantindo que os usuários estão entrando em um site verdadeiro e seguro.

Código AES

Substituto do DES (outro código criptográfico que chegava apenas a 56 bits), o código Advanced Encryption Standard ou Padrão de Criptografia Avançada também é uma chave simétrica que cifra e protege a transferência de dados online. Ele é muito utilizado por empresas de tecnologia como a NASA.

Esse recurso possui três tamanhos: 128, 192 e 256 bits. Utiliza também o algoritmo SPN (Rede de Permutação de Substituição) para executar a escrita secreta de dados em várias camadas e, por isso, é considerado um dos mais seguros atualmente.

Isso significa que, por exemplo, se algum hacker tentar quebrar esse código criptográfico, terá de fazer isso por camadas e mais camadas, pois uma chave de 256 bits pode levar uma eternidade para ser decifrada pela computação moderna.

Além dessas, existem outras formas de códigos de criptografia, como:

  • DES-X: tem tamanho de 184 bits. A Key Whitening aumenta a complexidade do DES-X e o torna praticamente impenetrável;
  • Triple DES, 3DES ou 3DEA: apesar de ser uma atualização otimizada e mais segura do que o DES originário, sua segurança depende que as três chaves separadas sejam ligadas;
  • RSA: é um dos primeiros códigos de criptografia com chave pública, geralmente usado para assinaturas e certificados digitais;
  • Twofish: o número de chaves chega a até 256 bits e é usado em softwares e hardwares por ser o código simérico mais rápido;
  • Cammelia: parecida com a AES, opera com chaves de 128, 192 e 256 bits, além de 18 ou 24 rodadas. Até a força bruta é impedida de entrar no sistema.

Qual tipo de criptografia é melhor?

De acordo com especialistas, um dos melhores e mais seguros protocolos de criptografia para utilizar é a Advanced Encryption Standard (AES), sendo utilizada até mesmo pelo Governo dos Estados Unidos e diversas organizações de segurança.

Há mais de 20 anos, foi estabelecido pelo  Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) como um padrão de chaves que pode pode codificar e descriptografar os dados e as informações sensíveis, substituindo o esquecido DES.

Blocos simétricos de 128, 192 e 256 bits são usados para criptografar e descriptografar dados em blocos de 128 bits, com um desempenho geral e segurança cibernética inabaláveis. Para quebrar uma chave de criptografia AES de 256 bits, levaríamos mais de uma vida inteira utilizando a tecnologia de computação moderna, levando em consideração a força bruta.

Para ficar mais fácil de entender: uma chave de criptografia privada de 265 bits tem 78 dígitos de combinações possíveis. Isso significa 115.792.089.237.316.195.423.570.985.008.687.907.853.269,984.665.640.564.039.457.584.007.913.129.639.936 possibilidades, de acordo com o The SLL Store.

Dá para acreditar na dimensão da dificuldade? Mesmo que sejamos possuidores do maior supercomputador da humanidade, não existe possibilidade conhecida de decifrar o AES. Por isso, se quer garantir uma segurança excepcional de inquebrável para sua empresa, vale a pena investir em chaves como essa.

Por que a criptografia é tão importante?

Em um contexto onde 78% das empresas do Brasil já sofreram com ataques cibernéticos, resultando em mais de R$ 31,5 Bilhões de prejuízos, fica mais intuitivo assimilar a importância de ter uma atenção triplicada sobre a segurança das informações internas, de parceiros comerciais, clientes e fornecedores.

A venda de dados estratégicos para concorrentes maldosos, o roubo de dados para fraudes comerciais e a sua disponibilização na dark web são exemplos de riscos que as organizações correm quando não têm suas informações criptografadas com códigos especiais.

Além disso, a LGPD pode impactar contadores e empresários que não contam com essa ferramenta, deixando claro que são responsáveis juridicamente pela privacidade e confidencialidade. Caso não se adéquem e fraudes ocorram, as multas e as sanções podem alcançar milhões de reais.

Nesse sentido, vimos que os tipos de criptografia simétrica, assimétrica e de hash desempenham um papel fundamental nos negócios digitais, principalmente quando usados com códigos especiais como SSL, IDEA, SAFER e AES, trazendo autenticação da identidade em uma transação ou comunicação.

Também garantem a segurança de transferências financeiras, impedindo a falsificação, fraudes e assegurando que as informações sejam trocadas apenas entre entidades legítimas.

Todas essas características fazem com que os dados especiais sejam reservados, garantindo a confiabilidade e a conformidade nos negócios, especialmente em um ambiente digital onde as ameaças à segurança são constantes.

Agora, que tal descobrir sobre como as fraudes em documentos acontecem e aprender a se proteger? Te esperamos!

Fonte: Serasa Experian

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