Quais os principais impostos para um desenvolvedor?

Se você é um desenvolvedor de TI, pode estar mais preocupado com linhas de código do que com folhas de pagamento de impostos. Contudo, como profissional ou empresário nessa área, é importante entender o básico sobre os impostos que você deve pagar. Isso vai desde o famoso Imposto de Renda até algumas taxas que, talvez, você nem saiba que existem.

Então, para que você não se perca no meio das obrigações fiscais, decidimos simplificar as coisas. 

Neste artigo, vamos abordar os principais impostos que você, enquanto desenvolvedor de TI, deve ter em seu radar. Assim, além de ficar em dia com a Receita Federal, você poderá focar no que faz de melhor: desenvolver soluções tecnológicas incríveis.

Fique conosco e descubra quais são esses impostos, como eles funcionam e por que você não pode ignorá-los. Vamos lá?

Imposto de Renda de Pessoa Física e Imposto de Renda de Pessoa Jurídica 

Então, você é um desenvolvedor de TI trabalhando como autônomo ou como empregado de uma empresa. Neste caso, você precisa se preocupar com o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). 

O IRPF é calculado com base no que você ganha durante o ano, mas calma, nem tudo vai para o “leão”. Você pode ter algumas deduções como gastos com saúde e educação, por exemplo.

O IRPF é um imposto progressivo, ou seja, quanto mais você ganha, maior é a porcentagem que você paga. Existe uma tabela com diferentes faixas de renda e suas respectivas alíquotas (percentuais). Além disso, todo ano, entre março e abril, é a hora de acertar as contas com a Receita Federal, preenchendo a famosa declaração do Imposto de Renda.

Agora, se você tem uma empresa na área de TI, entra em cena o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Isso é o que a empresa paga com base no seu lucro. Sim, o governo também quer uma fatia do que a empresa ganha.

A forma de calcular o IRPJ pode variar. Depende muito do tamanho da empresa e do regime tributário que ela segue (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real). Cada um tem suas próprias regras e alíquotas.

Se você é tanto pessoa física quanto jurídica (talvez você seja um desenvolvedor freelancer e também tenha uma startup), é importante fazer um bom planejamento tributário. Isso significa analisar qual opção é mais econômica para você: pagar impostos como pessoa física ou como empresa. 

Contribuição Previdenciária (INSS)

INSS é a abreviação para Instituto Nacional do Seguro Social. É um órgão do governo responsável por cuidar da sua aposentadoria, entre outras coisas. Mesmo que a aposentadoria pareça algo distante, é importante começar a contribuir cedo. Isso porque o INSS também oferece outros benefícios, como auxílio-doença e licença-maternidade, por exemplo.

Se você trabalha como desenvolvedor de TI para uma empresa, a boa notícia é que as contribuições para o INSS já são descontadas diretamente do seu salário.

Agora, se você é autônomo, a história é um pouco diferente. Você precisa se cadastrar como contribuinte individual e pagar o INSS por conta própria. A alíquota, que é a porcentagem do seu salário ou renda que vai para o INSS, varia dependendo do seu caso. Se você é empregado, essa taxa varia entre 7,5% e 14%, dependendo do quanto você ganha. Para os autônomos, a alíquota padrão costuma ser de 20% sobre o valor que você define como base de contribuição.

PIS e COFINS

Se você tem uma empresa no setor de TI, não dá para ignorar esses impostos. Eles são aplicados sobre a receita bruta da sua empresa, ou seja, todo o dinheiro que entra antes de qualquer despesa ser retirada. Então, sim, isso afeta diretamente o caixa e os custos do seu negócio.

As alíquotas desses impostos podem variar. Para o PIS, a taxa é geralmente de 0,65% a 1,65%, enquanto para o COFINS varia entre 3% e 7,6%. Esses percentuais são aplicados sobre a sua receita bruta.

A complexidade do cálculo também pode variar. Algumas empresas podem optar pelo sistema de créditos, que permite abater certos valores pagos na compra de insumos, por exemplo. Isso é mais comum em regimes como o Lucro Real.

Assim como acontece com outros impostos, o valor que você vai pagar de PIS e COFINS pode depender do regime tributário da sua empresa. 

ISS (Impostos sobre Serviços)

Esse imposto é um dos mais relevantes para profissionais do setor de serviços, e TI entra nessa categoria. Ignorar o ISS é uma receita certa para problemas fiscais com a prefeitura da sua cidade, e acredite, você não quer isso.

A taxa do ISS varia de cidade para cidade, mas geralmente fica entre 2% e 5% do valor do serviço prestado. Ou seja, se você faturou R$1.000 com um projeto, pode ter que separar algo como R$20 a R$50 só para o ISS.

Entender o ISS é importante para manter o seu negócio em dia com as obrigações fiscais e evitar surpresas desagradáveis. Com essa informação em mãos, você consegue planejar melhor o orçamento da sua empresa ou carreira autônoma.

Simples Nacional x Lucro Presumido x Lucro Real 

Se você tem uma empresa em TI, mais cedo ou mais tarde vai se deparar com um grande questionamento: “Qual regime tributário é o melhor para mim?”. É aqui que entram três opções principais: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. 

Cada um tem suas vantagens e desvantagens, e a escolha pode impactar significativamente o quanto você paga de impostos. Então, vamos decifrar esse enigma juntos!

O Simples Nacional é como o “combo” do mundo dos impostos. Você paga uma única guia mensal que engloba vários tributos, como IRPJ, PIS, COFINS e até mesmo o ISS que falamos antes. 

Se você tem uma pequena empresa ou está começando, essa pode ser a opção mais fácil e menos burocrática.

O Lucro Presumido é um regime que, como o nome sugere, presume quanto de lucro sua empresa terá e tributa com base nessa estimativa.

Se sua empresa é um pouco maior e tem uma contabilidade mais complexa, mas ainda quer evitar a burocracia do Lucro Real, essa pode ser sua escolha.

O Lucro Real é o regime para empresas com faturamento anual acima de R$ 78 milhões, mas empresas menores também podem optar por ele.

Este regime pode ser vantajoso se a sua empresa tem muitas despesas que podem ser deduzidas, diminuindo a base de cálculo dos impostos.

Cada um desses regimes tem seu próprio conjunto de regras e benefícios. Então, arregace as mangas, consulte um contador e faça a escolha que permitirá que seu negócio cresça de forma sustentável.

CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)

Basicamente, o governo cobra essa contribuição para ajudar a financiar áreas como saúde, previdência e assistência social. Então, embora ninguém goste de pagar impostos, saiba que o dinheiro vai para uma causa importante.

O valor da CSLL depende do seu regime tributário (lembra do Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real?). As alíquotas podem variar, mas geralmente ficam em torno de 9% sobre o lucro líquido da empresa.

Lembrando que o lucro líquido é o dinheiro que sobra depois de pagar todas as despesas, incluindo outros impostos. É diferente da receita bruta, que é todo o dinheiro que a empresa recebe.

Se você tem uma empresa enquadrada no Lucro Real ou Lucro Presumido, esse imposto é obrigatório. No caso do Simples Nacional, a CSLL já está inclusa naquele “combo” de impostos que você paga todo mês.

A CSLL pode parecer só mais um item na longa lista de tributos, mas entender como ela funciona é crucial para manter sua empresa em dia com as obrigações fiscais. Além disso, uma gestão tributária eficiente pode até te ajudar a pagar menos impostos de forma legal.

Então, agora que você já sabe o básico sobre a CSLL, está mais preparado para lidar com esse aspecto da sua empresa. E lembre-se, quando se trata de impostos, o conhecimento é seu melhor aliado.

Fonte: Consultoria RR

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