Nem hard e nem soft: o mercado de trabalho no futuro precisará de human skills

Com o avanço das novas tecnologias, surge no mercado de trabalho a necessidade de profissionais cada vez mais preparados tecnicamente e emocionalmente.

Mas, você deve estar se perguntando por que emocionalmente? Em um mundo cada vez mais digital, acelerado e automatizado, será de extrema importância que pessoas e organizações desenvolvam habilidades que são exclusivamente humanas.

Por isso, tem se falado nas human skills, competências interpessoais fundamentais para se destacar no mercado de trabalho.

Muita gente vai dizer que essas habilidades são parecidas com as softs kills, mas a grande diferença está na aplicabilidade delas e no entendimento para um cenário de evolução no ambiente  de trabalho.

Isso porque a inteligência artificial e as tecnologias associadas irão transformar o mercado nos próximos anos. 

Com  a automatização das tarefas, algumas profissões tendem a desaparecer, e com isso, novos desafios surgirão para as pessoas e organizações.

E é dentro deste cenário, que as competências humanas serão mais requisitadas que as técnicas. 

O profissional precisa ter a capacidade de se reinventar, o ser humano não gosta de mudança, mas precisará saber lidar com isso.

Não importa quantas máquinas ou quanta tecnologia você tenha para fazer algo que é processual, o que vai fazer o negócio girar são as pessoas.

O ser humano precisa de gente no seu entorno e desenvolver essas habilidades é necessário. A maneira como você se relaciona com as pessoas importa, e muito.

O papel do líder é desenvolver pessoas e quando estamos falando em desenvolvermos esses profissionais, não estamos falando da parte técnica e sim da comportamental.

O líder ensina a pensar, desafia, provoca interação entre áreas.

Em momento nenhum falamos em abrir mão das habilidades técnicas e dos conhecimentos específicos de gestores e colaboradores, mas as habilidades humanas são fundamentais  na formação de bons líderes e na gestão de empresas.

Não à toa, o relatório Prioridades Principais da Gartner para TI: Visão de Liderança (2021), mencionou que, para acompanhar a velocidade da transformação em tecnologia, ou seja, análises, IA e robótica, as organizações devem se concentrar mais nas competências do que em meros conjuntos de habilidades técnicas.

Quando olhamos para os próximos cinco anos, o autogerenciamento, resiliência, tolerância ao estresse, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas estão no topo das prioridades segundo o Relatório “Futuro dos Empregos” do World Economic Forum, que mapeia os empregos e as habilidades do futuro.

Mas, além dessas, há outras habilidades humanas essenciais para a construção de um ambiente de trabalho saudável, eficiente e produtivo, cito aqui alguma delas:

Inteligência Emocional Corporativa – é uma das mais importantes, é saber lidar com sua emoção, “ler” o outro e saber falar de uma forma que o outro entenda e acalma a emoção do outro.

Dialeto Executivo – é a comunicação efetiva no ambiente corporativo e um bom profissional precisa ter a capacidade de expressar ideias de forma clara e concisa, ouvir ativamente e transmitir informações de maneira adequada em diferentes contextos e meios de comunicação.

Colaboração executiva – é a habilidade de trabalhar em equipe, compartilhar responsabilidades, resolver conflitos e alcançar objetivos em conjunto.

Visão Holística do negócio – ter um pensamento crítico e conseguir analisar informações e  avaliar argumentos diversos.

Criatividade – encontrar soluções inovadoras, gerar ideias orginais e pensar fora da caixa.

Autoconsciência – se conhecer a ponto de conseguir compreender e gerenciar as próprias emoções e as emoções das pessoas com quem trabalha.

Flexibilidade e adaptabilidade – capacidade de se ajustar a mudanças, saber lidar com situações imprevisiveis, com cenários que mudam em um piscar de olhos.

Para manter os colaboradores engajados e motivados em um cenário dominado por máquinas será cada vez mais importante líderes com human skils, pois são competências não reproduzidas pela tecnologia e vitais para as organizações.

Gestores com essas habilidades são aqueles que conseguem negociar com seus funcionários, que ouvem as pessoas e suas necessidades, é aquele que acolhe e que engaja ao mesmo tempo, fazendo o negócio fluir.

É possível desenvolver as human skills, mas para isso é necessário o autoconhecimento, tendo consciência de si, a pessoa consegue analisar seus pontos fortes e fracos e avançar no que precisa ser melhorado.

Hábitos como: questionar suas próprias atitudes, reconhecer seus limites, ter a mente aberta para ouvir, analisar divergências, são maneiras de começar a desenvolver as competências humanas.

O novo cenário alterou as dinâmicas empresariais e as interações, trazendo valiosas lições. Agora, temos ainda mais certeza que aqueles que desenvolvem habilidades humanas estabelecem conexões com equipes e clientes, impulsionando inovação, colaboração e pensamento adaptável dentro das organizações.

Por Patricia Y. Agopian

Fonte: Portal RH

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