Metodologias ativas, um dos caminhos para a autonomia e colaboração

As metodologias ativas surgiram no século passado, rompendo com o sistema de ensino tradicional, caracterizado por um corpo docente detentor do conhecimento, em postura ativa em sala de aula constituída por cadeiras em fileiras lineares, tendo como destaque centralizador a mesa docente, e, conjuntamente, o corpo discente em comportamento passivo, os ouvintes.

Contrariando uma proposta de ensino conservadora nascida na Prússia – que se traduz em síntese na canção Another Brick In The Wall (1979), da banda Pink Floyd –, as metodologias ativas de aprendizagem são um convite à humanização.

As equipes docentes têm o papel de facilitadoras do processo de aprendizagem, que é construído de forma horizontal com os discentes, que assumem, por sua vez, o protagonismo de suas vidas.

Essa mudança de paradigma é evidenciada, pois o método ativo está alicerçado no processo, ou seja, mediante a uma situação problema, a solução passa a ser investigada pelo discente com apoio docente.

Entretanto, a esta altura, deve permear a seguinte reflexão: de que forma a educação tradicional prussiana e as metodologias ativas de aprendizagem se encontram no mercado de trabalho, especificamente nas empresas e gestão de pessoas?

O fato é que uma não se desconecta da outra. Logo, se há uma composição educacional docente e discente, naturalmente a correlação se revela por exemplo em treinamentos e desenvolvimento de pessoas nas organizações, na representação de líderes e liderados.

Talvez você se pergunte: qual a importância das metodologias ativas de aprendizagem no âmbito educacional e empresarial?

A resposta está no avanço das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), Vamos refletir.

O ensino tradicional nas empresas e instituições de ensino é pautado nas necessidades da terceira revolução industrial, no entanto a indústria 4.0 alicerçada pelas inteligências artificiais e descentralização do conhecimento por meio da web, transformou para sempre a forma de aprender a aprender.

Segundo um recente relatório do Fórum Econômico Mundial, uma das principais características comportamentais é a aprendizagem ativa que se integra com o pensamento crítico e a criatividade.

Em síntese, o mundo mudou e o método de ensino que inspirou a canção da banda Pink Floyd já não comporta o que antes também nunca coube.

Igualmente a um aplicativo com novas versões, no futuro em que novas tecnologias surgem diariamente, por que a educação tradicional ainda seria a melhor solução para as instituições de ensino e empresas?

O documentário Quando sinto que já sei (2014) propõe um caminho sem volta quando se aplica o método ativo, em que o aprendiz não é uma folha em branco, numa proposta de ensino e aprendizagem que parte do repertório único e intransferível do discente para a construção de um saber personalizado.

Estudos atuais junto às empresas e ao mercado de trabalho se despedem das estruturas verticais hierárquicas de comando e controle para autonomia e colaboração em modelos horizontais. No entanto, sair de uma proposta de ensino e aprendizagem tradicional para as metodologias ativas é um grande entrave nas empresas.

E qual seria o principal motivo desta condição paralisante? Autonomia e colaboração.

Alvin Toffler, futurista do século XX, já dizia que o analfabetismo do século XXI seria a incapacidade de aprender, desaprender e reaprender.

Desta forma, deixamos aqui um desafio para experienciar as metodologias ativas de aprendizagem nas instituições de ensino e organizações e uma certeza: elas são um dos caminhos para a autonomia e colaboração no século XXI.

Pense nisso!

Artigo escrito por Cristina Stevanin participante do Grupo de Estudos “Metodologias Ativas” da ABRH-SP.

(São Paulo, 06 de Maio de 2024)

ABRH-SP

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